Semana #12: Quais as armas que você leva em suas batalhas?

Uma semana de feriados, especialmente para o pessoal que trabalha ou estuda aqui em Florianópolis, já que nesta semana comemoramos também o seu aniversário de 343 anos. Já é uma jovem senhora a capital! Parabéns pelas suas belezas e encantos, Floripa, sua linda! <3 Eu aproveitei esses dias para refletir bastante sobre o sentido das celebrações religiosas da semana, até para ter condições de vivê-las da forma mais adequada possível, já que compartilho dessa fé. E nessa experiência, acho que não tinha outro caminho senão me questionar sobre a crueldade e intolerância da humanidade ao longo dos séculos e qual o lugar que o amor e a compaixão assumiram nos tempos mais sombrios, nos dias de guerra, no exercício da justiça. E é sobre isso que queria conversar com vocês hoje!

Na segunda-feira, eu recebi o convite de alguns amigos para uma sessão cinema e o filme em cartaz era Paixão de Cristo. Aceitei rapidinho, porque não queria perder a oportunidade de estar com eles e também achei uma ótima chance de entrar de vez no clima. Resultado: eu não me lembrava de que era tão cruel. Sim! Estou falando de uma obra ficcional e te confesso que me dou ao luxo de nem pensar muito em como foi no mundo real, mas as imagens são duras demais… Pela primeira vez assistindo a esse filme, eu não consegui derramar uma lágrima, porque maior do que a dor de ver a tortura que aquele homem sofria, foi meu inconformismo com as risadas que eram o som de fundo de cada cena, de cada ato cruel, de cada ferida aberta, de cada decisão. Fui embora de lá me questionando por que nada mudou e que papel eu tinha nessa história: quem sabe o de Pedro, que mesmo crente e com a certeza de que havia apenas injustiça naquele ato, negou conhecer o homem ao qual prometeu lealdade, teve medo ou talvez nem isso. Quem sabe Pedro quisesse apenas preservar os seus.

De coração já arregaçado, me lembrei de um filme que tinha assistido há muito tempo: Karol, o homem que se tornou Papa. Juro a vocês que eu me lembrava de três coisas desse filme: (1) de João Paulo II escondendo seus tênis surrados sob a batina, (1) dos campos verdes, dos jovens, dos sorrisos e dos caiaques e (3) do quanto João Paulo II sempre foi amoroso. Daí pensei, vou assistir de novo! Quem sabe essa injeção de amor equipare as coisas e meu coração seja mais grato e menos inconformado. Mal eu sabia que havia me esquecido de 90% do filme. Eu não lembrava mais da guerra, dos nazistas invadindo a Polônia, subjulgando a cultura e as pessoas daquele país, tirando vidas, esfacelando famílias. Não me lembrava mais de que o grito de alegria pela chegada da União Soviética e a derrubada do Nazismo se tornava depois o tormento de um socialismo que gerava mais diferença do que igualdade, de uma razão que se sobrepunha à fé como justificativa de emancipar o homem e explorá-lo, da perda da liberdade de expressão. Não deveriam mais existir igrejas e nem universidades. Qualquer espaço que pudesse gerar questionamento à ordem político-social era um perigo que deveria ser enfrentado com força total. Por que eu me esqueci disso? Por quê?

E depois de tanta indigestão, tentei me focar na postura dos dois homens protagonistas desses enredos: Jesus e Karol. Ambos derramaram lágrimas e se machucaram muito, especialmente por dentro. Mas também os dois encontraram nas palavras de amor o único caminho para seguir, abaixaram as armas e negaram algumas lutas. Na “Paixão de Cristo”, me admirava a firmeza de Jesus em falar apenas o que considerava essencial, na maior parte das vezes, alertando as pessoas. Já em “O Homem que se tornou Papa”, Karol sempre acreditou no poder do amor e era assim que testemunhava sua fé, sem precisar defender lados ou se apoiar em instituições. Vou guardar comigo sempre a seguinte filosofia do filme: espalhe o amor, porque o ódio consome-se a si mesmo. Se você também se apoiar no ódio, nunca haverá o amor e o ódio se multiplicará e ganhará outros nomes durante a história.

Tão lógico, tão simples, tão real. E porque não colocamos em prática? Por que nos tornamos cada dia mais intolerantes? Estamos sempre julgando as pessoas. Quantas guerras, quantas mortes, quantas mágoas e feridas ainda vai demorar para que a gente aprenda a acolher, respeitar e amar? De forma alguma estou dizendo que você não deve assumir as suas batalhas, mas sim questionando com que armas você as luta.

Então meu desafio é ver o bem, multiplicar o que é positivo, me inspirar em exemplos de coragem fraterna e amorosa e quando eu me pegar murmurando, reclamando ou atacando alguém ou alguma atitude, voltar a me lembrar sobre qual a arma que eu quero usar nessa batalha, sobre quais exemplos eu quero seguir: quero usar as palavras e o amor, nunca o fogo. Se você quiser tomar esse desafio também como seu, vou ser infinitamente grata por me ajudar a fortalecer essa corrente e será um lindo presente de Páscoa! <3

Para nós que vivemos essa fé, já está feito. É hora de lembrarmo-nos das promessas e preparar os corações para a ressurreição! E para você que não compartilha essa celebração, acho que falar de amor e fé não será em vão.

Mudança de hábito

Nada como uma análise verdadeira dos seus erros para voltar a acertar! :) Neste último final de semana me concentrei na cozinha, fiz muitas marmitinhas (que mal cabem no congelador!), cuidei dos excessos, me responsabilizei por cada escolha que fiz e não deixei o feriado ser motivo para deixar o exercício de lado. Não teve ginástica no parque, mas teve uma deliciosa pedalada!

Hercílio Luz
O aniversário foi de Floripa, mas quem ganhou o presente foi a gente! <3

O resultado foi bom no peso, nas medidas, na disposição e na autoestima! Para melhorar, só continuando assim!

Peso (kg) Barriga (cm) Cintura (cm) Bumbum (cm) Braço (cm)
Semana #11 71,2 88,5 77,5 105,0 30,0
Semana #12 70,8 86,0 76,5 104,0 29,5

E a sua mudança de hábito, como está? O que tem sido a sua maior dificuldade? Quais as suas metas? Conta para mim!

Grande abraço.

Luy.

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