Semana #15 e #16: a-há(zei!)

Uma vez tive um professor que me apresentou um ponto de vista muito interessante sobre a sua profissão. Disse ele que é ingrato ser mestre, mostrar os caminhos, insistir nessa história de ensino e de aprendizagem com a certeza de que dificilmente, mesmo com muita sorte, você estará presente no momento exato em que aquilo que você explicou milhões de vezes, das mais diversas formas, fizer sentido para o seu aluno. Sabe? Quando do nada você diz: A-há! Então era isso!

Isso acontece porque a aprendizagem não é automática, instantânea, ela é como a vida: um processo.

E mais, dizia meu professor… Na hora do a-há o seu aluno sequer dará a você os louros, porque ele acreditará que foi qualquer outra coisa da vida que fez em um instante o trabalho que você e outros tantos passaram dias lutando para dar conta. O que no fim faz sentido, pois não existe apenas um responsável pelo sucesso!

Todo esse flashback para começar esse post com um muito-obrigado. Há algumas semanas eu me dei um soco no estômago. Comecei a me questionar, a duvidar de mim e do que eu acredito que sou. Se questionar um pouco faz bem demais, mas autopiedade é uma tristeza só. Por sorte, antes de me tornar completamente chata, eu entendi os negritos daqueles dois parágrafos.

Quando eu me perguntar de novo se acredito em mim e quem sou, espero estar com a resposta afiada. Eu acredito em mim! Não porque sou perfeita, não tenho toda a força e as respostas que gostaria de ter. Mas porque eu nunca me esqueço de que a vida é um processo e de que meu sucesso contabiliza muitos outros sucessos daqueles que de alguma forma interferiram na minha história de vida, o mínimo que faço é acreditar em mim!

# Eu sou uma obra de arte! Não estou acabada ou finalizada, mas eu estou pronta! Pronta para enfrentar os desafios e para me desafiar. Pronta para estender a mão e quem sabe dar uma pausa. Pronta para me aceitar e me jogar na vida.

# Eu assumo as minhas vitórias e elas não pesam e nem me limitam. Porque apesar de minhas, eu posso dividi-las com todos os que me ensinaram a ser quem sou e estar onde estou. Assim, posso me jogar em outras aventuras, sem medo de perder meu precioso título, sem medo de não vencer da próxima vez.

Obrigada vida, por me dar as oportunidades de pensar e falar sobre essas coisas. Obrigada por garantir que minha pior versão não dê as caras por aí, mas que apenas ajude a minha melhor versão a dar tudo de si!

Esse foi o meu a-há! E vamos combinar que arrasei! \o

Entendi que perguntas difíceis merecem respostas simples que quase sempre se resumem em decisão e não em certezas. Em uma das 179369723893171287389 versões (tristes) deste texto, eu disse que não passava de uma colcha de retalhos das experiências que vive, das memórias que alimentei e que era triste enxergar apenas os retalhos. Meu marido me lembrou que o copo pode estar metade cheio ao invés de vazio. Então entendi que os retalhos formavam a colcha, mas por um único motivo: eu os costurei um a um. Eu decidi ser colcha! E não quero tirar a importância dos retalhos, porque eles são demais. Mas agora juntos eles são outra coisa, eles me representam e nunca pensei que uma colcha pudesse dizer tão bem de mim: meu projeto de vida é aquecer o coração daqueles que me escolhem, dar conforto, carinho e amor.

Obrigada por me tirar do armário, por me chacoalhar e não deixar o mofo fazer a festa!

Além disso tudo, eu vivi coisas bem cotidianas também! Conheci a UPA (que é a Unidade de Pronto Atendimento da região de Florianópolis) e descobri que nem com esse nome receber agulhadas é carinhoso… Estou me adaptando cada vez mais ao trabalho e à rotina de ônibus. É verdade que andar de carro é bem mais confortável, mas a gente aprende cada coisa andando de ônibus. Nada como se obrigar a dar uma corridinha para não precisar ficar 30 minutos esperando ou aproveitar a meia hora de espera (quando a corridinha não é suficiente) para usar a mente em algo além do Facebook e do Instagram. Como eu admiro as pessoas que ainda conseguem ler no ônibus e que valor eu dou para um ar condicionado! Minha próxima aquisição será um leque! \o/

Troquei boas ideias com os amigos e cheirei seus bebezinhos! Que graça é estar de novo reunido e ver que cada vez mais os encontros se enchem de crianças! <3 Estou acompanhando com ansiedade as propostas de meu amigo José de saia com as peças que enviei a ele (para quem não viu esse post, clica aqui!). E vou dizer que estou adorando!

Mudança de hábito

Bom, há semanas vocês devem ter notado que eu vou me afastando da linha, mas dizendo: ok, ainda estou enxergando a linha. E assim eu vou, na diagonal.

Perdi-me no horizonte.

Mudei de ambiente profissional e isso complica as coisas? Sim.

A ansiedade anda forte e isso complica as coisas? Sim, com certeza.

Eu adoro ter motivos? Mais do que tudo.

Eu posso me apoiar nesses motivos? Não. Porque a vida vai sempre me reservar surpresas. A ansiedade será sempre minha amiga. Os horários não serão os mais adequados, as tarefas sugarão minhas forças, mas os planos não deixarão de existir e a frustação não pode tomar conta.

Comi tudo, o mundo inteiro. Estou pronta para comer outros mundos. \o Mas e daí? Também estou pronta para dizer não! Por consequência, me indispus com a balança e com a fita métrica. Então, vamos ficar sem meu peso e medida das últimas semanas.

Chorando no canto está Whoopi Goldberg, porque acho que as últimas semanas foram de voltando ao velho hábito. Mas acho que vou chamá-la para caminhar na beira-mar, oferecer um alfacezinho, dar um empurrãozinho! Quem sabe, né?

Beijos e até mais (pontualmente, espero?)!

Luy

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